As mazelas da escravidão persistem no Brasil

É inadmissível verificarmos situações degradantes, insalubres e análogas à escravidão no Brasil. Por aproximadamente um mês, uma trabalhadora viveu dias de humilhação e sofrimento por parte de sua contratante através de coerção física e psicológica.

Consta no parecer do Ministério Público Federal que a empresária submeteu a doméstica “à condição análoga à de escravo, submetendo-a a jornada exaustiva e a condições degradantes de trabalho, bem como restringindo-lhe a liberdade de locomoção em razão de dívida contraída com a denunciada”. O caso se torna ainda mais absurdo e desumano quando o relato aponta que denunciada proibiu a funcionária de se alimentar por SETE DIAS.

Após 120 anos da assinatura da alforria, vemos a persistência e a força da escravidão no imaginário brasileiro. Ou ainda recordemos Tolstói, que dizia: “Os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas”.

 

Confira o documento na íntegra: