19 de February de 2026
Você sabia que é possível deduzir integralmente as despesas com educação de crianças e adolescentes com deficiência no Imposto de Renda — incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — mesmo quando estudam em escolas regulares?
Além disso, em muitos casos, é possível recuperar valores pagos a mais de IRPF nos últimos cinco anos, por meio de ação judicial.
Neste artigo, explicamos como funciona a dedução de despesas educacionais no Imposto de Renda para pessoas com deficiência, o posicionamento da Receita Federal e o entendimento do Judiciário.
É possível deduzir despesas com educação de crianças com TEA no Imposto de Renda?
Sim. A legislação permite a dedução integral de despesas educacionais de menores com deficiência física, mental ou cognitiva, incluindo pessoas com TEA (autismo), quando tais despesas possuem caráter terapêutico e de reabilitação.
O ponto de conflito está na forma como a Receita Federal interpreta a regra.
O que a Receita Federal permite deduzir?
Na prática, a Receita Federal costuma autorizar a dedução integral apenas quando a instituição de ensino é especializada no atendimento de pessoas com deficiência.
Quando a criança está matriculada em escola regular, mesmo que seja inclusiva ou adaptada, a Receita limita a dedução ao teto anual de despesas com instrução, que atualmente é de R$ 3.561,50 por dependente.
Isso significa que muitas famílias acabam pagando mais imposto do que deveriam.
Entendimento do Judiciário: despesas educacionais podem ser consideradas despesas médicas
O Poder Judiciário tem decidido de forma mais favorável às famílias. Os tribunais reconhecem que:
A educação de crianças e adolescentes com deficiência (inclusive TEA)
Possui natureza terapêutica e reabilitadora,
Mesmo quando realizada em escolas regulares,
o que permite enquadrar esses gastos como despesas médicas dedutíveis integralmente no Imposto de Renda.
Esse entendimento garante maior efetividade a direitos previstos na Constituição Federal, trazendo a lei para a realidade de quem vive o dia a dia da inclusão.
Como recuperar o Imposto de Renda pago a mais nos últimos 5 anos?
Por meio de ação judicial, é possível:
Garantir o direito à dedução integral das despesas educacionais como despesas médicas;
Solicitar o recalculo das últimas cinco declarações de Imposto de Renda;
Obter a restituição dos valores pagos indevidamente, com correção monetária e juros;
Realizar todo o procedimento sem a necessidade de envio de declarações retificadoras.
Esse processo permite recuperar valores relevantes e corrigir a forma de tributação para os próximos anos.
Quem pode se beneficiar desse direito?
Podem se beneficiar:
Pais ou responsáveis legais;
Que declaram o filho como dependente no IRPF;
Crianças e adolescentes com:
deficiência física,
deficiência mental,
deficiência cognitiva,
Transtorno do Espectro Autista (TEA);
Matriculados em escolas regulares ou especializadas.
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Cada caso exige análise individual de documentos, recibos e declarações de IR anteriores. Um advogado especializado garante:
Enquadramento correto das despesas,
Segurança jurídica no pedido de restituição,
Maximização do valor a ser recuperado.
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