Normando Rodrigues Advogados

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12 de junho de 2023

As cuecas do senador

Por: Normando Rodrigues

Mister Moro, quando ainda juiz ladrão, combinou com os acusadores de Lula e especialmente com o grileiro de terras e apartamentos Deltan, como e em que momento eles acusariam.

Felizes de terem um magistrado que, mais do que os ensinar a trabalhar, lhes garantia previamente os resultados políticos e financeiros que almejavam, a turminha da 5ª série da Lava Jato se mostrou um bando de pavões boquirrotos.

E dentre as inconfessáveis confissões vazadas, veio a constatação de que a trama da garantia de resultados envolvia os desembargadores da 8ª turma do TRF4:

“A Rússia (Moro) já deve ter conversado com a sua Rússia (8ª Turma)”. O “Kremelin” (os dois “e” vêm do dialeto dallagnolês) está “a par”.

O que agora se descobriu é que a trinca chamada de Kremlin, os juízes federais de 2° grau Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, era ligada a Moro pelas cuecas.

São vários os casos entre senadores bolsonaristas e cuecas. Um, de vívida e literal lembrança, é o de Chico Rodrigues (RR), em cujas partes íntimas foram encontrados 33 mil reais em outubro de 2020. Além de pouco dado à higiene, o gajo é feroz defensor do genocídio Yanomami.

Logo atrás vem aquele mesmo Magno Malta (ES) que se ombreou aos racistas no episódio valenciano de Vinícius Jr. Recebedor de propina de 100 mil reais da fábrica de móveis Itatiaia em 2014, Malta já postou foto de pênis sem cueca no Facebook e junto à senadora Damares (DF) coagiu funcionários da Funai a permitir a entrada ilegal de missionários religiosos em terras indígenas.

Por falar em Damares, cúmplice no extermínio indígena, a ervadeira goiabeirista acredita que a causa de abusos sexuais a meninas seja a carência de calcinhas. Mas voltemos às cuecas.

Não poderia faltar no seleto rol (das roupas) de baixo o sequelado Marcos do Val, “manjador” do que vai dentro das cuecas dos outros, o que só é problema no caso dele, por demonstrar uma profunda e insana hipocrisia.

“Preparado” pelo governo dos EUA, Mister Moro está uns dois milímetros acima desses seus colegas de casa, na escala evolutiva. Talvez até tenha aprendido dos gringos a arte de prender o rabo alheio pelas cuecas, habilidade que rendeu cargo e poder político a J. Edgar Hoover (outro famoso “manja”, hipócrita e falso moralista), que assim se manteve diretor do FBI por 37 anos.

Uma vez senador, a compulsão manipuladora de Mister Moro passou pela urdidura de um farsesco sequestro e chegou à maquinação de falso telefonema, ardil primário mediante o qual atentou contra a honra do juiz que o sucedeu na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Tudo com o objetivo de ocultar a festa da cueca na suíte presidencial do Hotel Bourbon.

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