Normando Rodrigues Advogados

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1 de março de 2024

DAREI UM GOLPE DE ESTADO!

Por: Normando Rodrigues

Por Normando Rodrigues

O que há de comum entre a “Marcha pela Anistia aos Genocidas”, de domingo e as reuniões ministeriais filmadas em 22 de abril de 2020 (para usar a Polícia Federal na proteção aos malfeitos do Mito e de seus Mitinhos) e em 5 de julho de 2022, o conluio do golpe?

Resposta: o déficit cognitivo.

Ninguém que tenha assistido a esses eventos pode legitimamente atribuir “inteligência” (em qualquer acepção da palavra) à República de Saló e suas viúvas. 

No entanto, embora seja natural que um sequelado como Bolsonaro exerça atração gravitacional sobre semelhantes em intelecto e caráter, alguns ainda se iludem com certos membros de seu séquito. 

Um exemplo refinado das limitações da trupe é o do Cidinho-do-pega-rapaz, o delator filho do Cidão, general capaz de fotografar a si mesmo para vender na Amazon objetos surrupiados do erário. No 1° Sarau, Cidinho se mostrou incapaz de projetar um power point, arte dominada até por determinado deputado-delinquente-de-Deus-defenestrado.

Regra geral, nas duas reuniões esteve presente a nata da imbecilidade brasileira, em todos os ramos da atividade humana, cúmplices das conspirações tratadas, por ação ou por omissão. 

Dos cúmplices, três encarnam os riscos reais e imediatos com os quais se depara a trôpega democracia brasileira: Paulo Guedes, Sérgio Moro e Tarcísio de Freitas.

Guedes-BTG teve o papel de avalizar as tentativas de uso mafioso da estrutura do estado, e de autorizar a aventura do golpe de estado, em nome do capital financeiro. Embora o fascismo bolsonarista mais se identifique com o rebotalho varejista e de serviços (Coco Bambu, Havan, Centauro, Madero…), o apoio dos bancos é fator decisivo.

Moro, o apedeuta contratado pelos EUA, é amostra fidedigna do judiciário escravista, elitista e imoral que se perfilou ao fascismo em 2018 e que talvez o fizesse novamente em 2022, desde que atendidas suas pautas corporativas e se meia dúzia de “SS” não tivessem soltado rojões contra o prédio do STF.

Os Guedes e os Moros estiveram e estarão com o fascismo, a depender de oportunidades de negócios e de condições vantajosas. Já Tarcísio é “O” fascismo.

Tarcísio, sinalizou ser a favor de uma ditadura ao desaparecer da solenidade de 8 de janeiro e ao subir no palco com Bolsonaro em 25 de fevereiro.

Tarcísio traz consigo o legado de execuções sumárias praticadas no Haiti – que se conectam ao assassinato de um general brasileiro da ativa. Para garantir a prática do extermínio no estado de São Paulo, Tarcísio não só combate o uso de câmeras nos uniformes das forças de segurança como fez um expurgo de legalistas da cúpula da PMESP 

Tarcísio representa um futuro golpe de estado. Anunciado para assim que possível.

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