Normando Rodrigues Advogados

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25 de julho de 2023

Marielle VIVE!

Por: Normando Rodrigues

Até as manifestações de 2013 e o golpe de estado de 2016, a ameaça do bolsofascismo era risível.

Graças a irracionalidades como a da guerra híbrida movida por abestados generais contra o povo e a nação que juraram proteger, e às incapacidades do usurpador Temer e de outros representantes dos ricos, Bolsonaro ganhou competitividade.

Marielle e seu motorista foram executados nesse cenário de crescimento da barbárie e ocaso do debate. E vinte e quatro dias após a execução, Lula, líder nas pesquisas presidenciais, foi preso e afastado do cenário eleitoral.

A um mês do crime, Braga Neto havia sido nomeado interventor na segurança do RJ. O sujeito foi ministro do governo fascista, vice de Bolsonaro na chapa derrotada nas urnas e, nos preparativos para a grande Revolução dos Cocôs de 8 de janeiro, foi filmado a estimular os golpistas acampados em Brasília a aguardarem o mal sucedido golpe.

Foi sob a responsabilidade de Braga Neto que Marielle e Anderson foram eliminados. E sob a responsabilidade de Braga Neto estava o secretário de segurança pública do RJ durante a intervenção, o general Richard Nunes.

Comandante Militar do Nordeste, Nunes foi dos muitos chefes que disse “não” (suspeita-se que apenas em razão da posição do governo Biden) quando o derrotado Bolsonaro chamou um golpe, mas é aqui lembrado porque ainda em 2018 declarou que a investigação estava praticamente resolvida e que mandados e mandantes seriam identificados antes do fim daquele ano. Depois, calou.

Só “depois” de Nunes se soube que o executor era vizinho de Bolsonaro e que da casa de Bolsonaro partiriam as autorizações para que outro cúmplice entrasse no condomínio. Sobre este episódio um ex-governador do RJ disse que a testemunha foi coagida pelo ex-juiz e sempre suspeito Sérgio Moro, de modo a mudar o depoimento e assim afastar o clã Bolsonaro do homicídio.

A propósito, o ex-governador, destinado ao esquecimento em vida, foi aquele que junto com o cassado e preso Daniel Silveira e com o por enquanto solto Rodrigo Amorim, risonhamente quebrou a placa “Marielle Franco”, todos surfistas da mesma onda que a desembargadora Marília Neves, a qual “justificou” o assassinato político de Marielle e foi protegida nessa vilania pelo STJ.

Todos esses fascistas, covardes porque fascistas e fascistas porque covardes, agora fazem a egípcia ante às novas revelações sobre a morte de Marielle.

Estão, porém, ligados por ação, por omissão e por coerência, posto que apoiadores alucinados daquele genocida que em 21 de outubro de 2018, a uma semana do 2° turno presidencial, prometeu matar, deportar ou prender todas as “Marielles”.

E a fala foi transmitida da casa vizinha à do assassino mandado.

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