O sócio Normando Rodrigues publica o livro “Muralha: os juízes do trabalho e a ideologia da destruição”.

A partir da década de 1990, tornou-se perceptível uma alteração na Justiça do Trabalho. Bordões e primados afirmados pela visão social de mundo neoliberal, a princípio incompatíveis com a razão de ser do judiciário trabalhista, passaram a ser ouvidos dos magistrados nas salas de audiências e julgamentos. Como e porque a ideologia neoliberal foi apreendida pelos juízes “sociais”? Quais valores passaram a substituir o protecionismo ao mais fraco?
“Razão” e “universalismo”, fundamentos do direito contemporâneo, ajudam a confrontar, de um lado, a inflexão verificada e, de outro, a ideia de progresso social, assim como nos possibilitam identificar os efeitos da submissão acrítica da esfera jurídica à econômica, nó ideológico que tem centro na hegemonia neoliberal em nossa sociedade.